Ó mãe,
Faz sentido essa tristeza?
Pois nela, de fato,
Só enxergo poeira e pobreza...
Não fora a senhora mesmo que escolhestes,
Dia desses, ainda,
Germinar tuas sementes
E com carinho preparastes tão bem o terreno para que assim elas pudessem crescer?
Eis então que aqui estamos,
Vigorosos nos tornamos,
Sempre, sempre, te amamos
E com liberdade caminhamos...
Ó mãe,
Que num coração não há maldade,
Guiado sempre pela bondade
De querer de seus filhos apenas a mais intensa felicidade...
Abençoados somos nós,
Filhos, pais e avós,
Raízes do mesmo cipó,
Nesse emaranhado que a vida tece
Façamos, portanto, uma prece
Pra que a senhora de nada careça
Pra que o amor sempre floresça
No jardim que cultivastes para ti mesma
Aqui e lá,
Hoje e sempre...
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