sábado, 28 de março de 2009

Raízes do mesmo cipó

Ó mãe,

Faz sentido essa tristeza?

Pois nela, de fato,

Só enxergo poeira e pobreza...


Não fora a senhora mesmo que escolhestes,

Dia desses, ainda,

Germinar tuas sementes

E com carinho preparastes tão bem o terreno para que assim elas pudessem crescer?


Eis então que aqui estamos,

Vigorosos nos tornamos,

Sempre, sempre, te amamos

E com liberdade caminhamos...


Ó mãe,

Que num coração não há maldade,

Guiado sempre pela bondade

De querer de seus filhos apenas a mais intensa felicidade...


Abençoados somos nós,

Filhos, pais e avós,

Raízes do mesmo cipó,

Nesse emaranhado que a vida tece


Façamos, portanto, uma prece

Pra que a senhora de nada careça

Pra que o amor sempre floresça

No jardim que cultivastes para ti mesma


Aqui e lá,

Hoje e sempre...

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